Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu o potencial medicinal do canabidiol (CBD)

Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu o potencial medicinal do canabidiol (CBD)

Após anos de estudos e recolha de provas sobre os benefícios do uso terapêutico da canábis, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu o potencial medicinal do canabidiol (CBD) e considerou que o seu consumo não apresenta qualquer perigo de dependência nem riscos para a saúde.

Um relatório preliminar do Comité Especialista em Dependência de Drogas (ECDD), tornado público no passado mês de Dezembro, reviu as posições da OMS em relação a duas substâncias: o opiáceo Carfentanil e o Canabidiol (CBD), um dos cerca de 100 componentes químicos da planta Cannabis Sativa L..

No relatório, a OMS recomenda alterações ao enquadramento destas duas substâncias nas listas que os países utilizam para regulamentar a produção, venda e consumo de drogas.

Apesar de este ser um enorme passo no caminho da legalização do CBD, ainda vai ser preciso esperar para o ver à venda em farmácias. Num comunicado publicado no dia seguinte, a Organização Mundial de Saúde alerta que o CBD por si só não é uma substância classificada, mas que é um componente da canábis e que, como para fins medicinais costuma ser apresentado como tintura ou extracto desta planta (incluída na Convenção Única de 1961 das Nações Unidas sobre Estupefacientes), para todos os efeitos, ainda é uma substância proibida.

A OMS afirma que a informação de que dispõe, para já, “não justifica qualquer mudança na sua classificação nem justifica a classificação desta substância” por si só, remetendo uma revisão mais profunda para Junho de 2018, quando a comissão estudar “os extractos e as preparações que contêm CBD quase exclusivamente”, aquando de uma revisão profunda da canábis e dos seus componentes para fins médicos.

“A sua não-classificação”, conclui a OMS, “significa que o CBD não deve ser sujeito a estritos controlos internacionais, incluindo para produção e venda”.

http://www.who.int/medicines/news/2017/WHO-recommends-most-stringent-level-int-control/en/

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